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24.8.17

SOU UMA LADRA DE CONSTELAÇÕES


Certo dia eu estava voltando de um sítio com a minha família e comecei a observar o céu. Era algo que eu já estava com vontade de fazer havia um bom tempo, mas é que eu não via nada de especial em fazer isso, diferente de algumas pessoas ao meu redor, e então eu ficava tentando imaginar qual era a magia  em olhar para as estrelas.
Com a cabeça toda para fora do carro eu via muitas delas, as vezes via apenas uma grande borrão branco e pensava nossa sera que é a via láctea? hahah ok mas esse não é o ponto. Acontece que nesse dia eu vi um conjunto de estrelas que me lembrou uma pipa. Eram 4 estrelas arranjadas no céu em forma de losango e na ponta de uma delas 2 estrelas se ajuntavam, formava uma pipa com todos os elementos.
Em outro dia, aqui na varanda de casa, eu me coloquei a observar o céu novamente e para  a minha surpresa ela estava la, a pipa, eu não pude acreditar. Desde quando era criança eu tinha esse sonho em ver as constelações mas pra mim essa possibilidade estava muito distante porque na minha cabeça isso só seria possível com um telescópio ou qualquer outro instrumento super caro e tecnológico o qual eu não tenho acesso, acho que é por isso que eu nunca fui daquelas que sempre gostou de observar as estrelas, pensava que não dava pra admira-las com meus pobres dois olhos míopes.
Quando eu a vi de novo, a pipa, eu logo pensei que aquela era a minha primeira constelçao e comecei a pesquisar sobre ela. Descobri que era sim possível ver constelações a olho nu e que existem uma porção delas cada uma com a sua própria história e significado. Algumas fazem parte do zoadiaco e que são imensas e outras que são simplesmente usada para a orientação e são bem pequenas como a minha pipa, ou melhor o cruzeiro do sul como ela é oficialmente conheida hahah.
 Desde o dia em que eu o conheci,  estou sempre a procura de novas constelações e suas histórias. Ao longo dos meses fui encontrando algumas outras e me elvonvendo com elas seja pela história, um contexto diferente, nome ou pelo formato.


 O CRUZEIRO DO SUL


É uma das constelações mais visíveis do hemisfério sul. É equivalente a ursa maior do nossos vizinhos do norte, ela foi inclusive muito importante para os colonizadores se orientar quando chegaram a esse novo mundo. Ela é a menor das 88 constelações é pode ser vista o ano todo, é claro se você estiver no hemisfério sul. Aposto que, se você estiver lendo isso a noite e sair para fora de casa e olhar para o céu na direção sul você provavelmente ira encontra-la. É louco pensar que aqueles pontos brilhantes la no céu hoje foram observados por toda a humanidade antes de nós e continuam lá pra todos que ainda se dão o trabalho de por elas fascinarem-se.

ÓRION



O que eu mais gosto sobre esse conjunto de estrelas é a sua história. De acordo com a mitologia grega, Órion era um guerreiro gigante e muito forte que vivia entre os deuses. Um dia ele topou com um escorpião que era imune a todos os golpes do rapaz dessa maneira a força do guerreiro não foi suficiente para tira-lo daquela enrascada. O escorpião aplicou-lhe uma ferroada e ele morreu. Mais tarde Zeus, o chefe dos deuses, encontrou o rapaz já morto e para eterniza-lo colocou-o no céu em formato de estrelas. Colocou também o seu assassino porém estes foram posicionados de maneira que nunca se encontrassem no mesmo lugar. Eu sou apaixonada por mitologia grega culpo Percy Jackson por isso e ficar sabendo dessa história e poder observar o mesmo pedacinho de céu que os gregos se inspiraram para cria-la não tem preço.

LEÃO



 Esta não poderia faltar porque além de ser a mais bonitas de todas as constelações do zodíaco é a mesma que representa o meu signo. Segundo a mitologia grega, ela representa o Leão de Neméia que foi um dos monstros míticos mortos por Hércules nas suas doze tarefas. Acho que esta é a constelação que mais tem haver com o nome - se você parar para analisar as estrelas lembram a figura de um leão - e por isso ela é a minha preferida. Nunca consegui vê-la,  por enquanto,  talvez porque o meu ponto de observação é ruim ou porque ela fica visível aqui no Brasil por pouco tempo. Mas por ora eu me contento em sair desenhando-a e admirando por ai hahah.

Enfim, naquele dia eu encontrei a magia, não sei defina-la muito bem aqui, mas eu a tenho comigo. Passei a gostar tanto das constelações que não aguentei e as roubei do céu para tê-las só para mim na parede do quarto. Foi uma ótima escolha!★


PS: Se vocês por acaso quiserem começar a observar o céu e descobrir o mundo que se suspende sobe nossas cabeças eu tenho algo que pode ajudar. Para encontrar essas constelações e muitas outras no céu é só baixar esse aplicativo que se chama "Sky Map". É muito fácil.
Espero ter agradado <3

19.8.17

RESENHA: EM ALGUM LUGAR NA ESTRELAS


Desde Maio, quando eu encontrei a minha primeira constelação no céu todo assunto que envolve as estrelas me chamam atenção. Em algum lugar nas estrelas, além de falar muito sobre elas, possui uma capa e uma história incríveis de lindas. Foi, definitivamente, uma das minhas melhores compras de livro do ano. Conta uma historia apaixonante e no fim das contas nos ensina lições importantes de um jeito que apenas um bom livro consegue.



                                                                      O LIVRO


Em algum lugar nas estrelas é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine. O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden. Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor. Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam para casa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta – ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.


Foram poucas as vezes em que eu fechei a última pagina de um livro e me senti totalmente desconcertada em saber que não teria mais aquelas aventuras para viver no dia seguinte. Infelizmente ou felizmente  essa é a sensação que esse livro deixa com a gente.

" A grande ursa negra, impressionante como a Ursa Maior, balançou a cabeça de um lado para o outro, e seu rugido fez tremer a passagem próxima da trilha do apalache. Eu digo que é ela, mas a verdade é que não dava para ter certeza... Mas eu sabia. Eu a conhecia como conhecia minha própria mãe. Era sua postura, a autoridade absoluta sobre nós, dois garotos presos por seu olhar. Era a sua vontade inabalável de nos manter vivos."

A história começa com a morte da mãe de Jackie, um garoto de 13 anos que vive no calor do estado do Kansas. Já não bastava a única pessoa que o entendia ter sido levada pela morte, o garoto foi enviado pelo pai, um marinheiro servindo a guerra, a um internato só para garotos no frio e molhado estado do Maine onde  ele precisa aprender a se ajustar à nova vida. O que vai ser muito difícil já que era muito apegado a sua mãe e além de sentir muito a sua falta ele se culpa pelo o que havia acontecido a ela. A relação distante com o próprio pai e a saudade de sua antiga vida leva o garoto a se sentir solitário e deslocado em seu novo lar. Em outras palavras Jackie se sente completamente perdido.

É nesse momento que somos apresentados a uma das personalidades mais incríveis da história, Early Auden. Early possui algumas varias peculiaridades, ele tem um esquema de músicas com cantores específicos para cada dia da semana, quase nunca comparece nas aulas, principalmente as de matemática, e por ser um garoto órfão, ele mora definitivamente na escola, para ser mais específico ele mora no armário do zelador, talvez seja por isso taxado como o garoto mais estranho do colégio. Jackie hesita em se aproximar do garoto mas ao longo da história essa aproximação é inevitável e vai se tornando uma amizade linda e complexa. No momento em que se veem sozinhos na escola por causa de um fim de semana de férias, Early e Jackie saem numa cruzada em busca do grande urso apalache que aterroriza a floresta local. E é nesse ponto que podemos dizer que a trama começa a se desenrolar de verdade.


O livro é narrado em primeira pessoa sobre a perspectiva de Jackie que se encontra, como já disse antes, perdido e confuso em relação a todos os acontecimentos da sua vida atual. Somos constantemente levados a nos sensibilizar com as dores do menino durante o livro todo e conseguimos criar um sentimento de empatia em relação a ele e tudo isso, no fim das contas, contribui para conseguirmos absorver melhor as surpresas e os ensinamentos apresentados no final do livro.

Entre os dois garotos não posso dizer que tenho um favorito mas posso dizer que me divertia muito com as histórias, atitudes e o comportamento do Early. Ele é muito engraçado só que de um jeito puro e inocente e ainda diria também fascinante. Ele consegue resolver problemas complexos de matemática de cabeça e tem um fixaçãozinha pelo número Pi. Quando olha o numero 3,14... Early consegue ler uma história sobre um rapaz chamado Pi, essa historia é contado no livro paralelamente com as aventuras dos personagens, e é através desta que o trajeto dos garotos é apontada.


De alguma forma, eu me envolvia com as histórias que Early contava sobre Pi, começava a tentar adivinhar como os limites entre história e vida real se fundiriam."

Uma das coisas mais incríveis que consigo listar sobre esse livro são as aventuras vividas pelos meninos e a maneira como é narrada. Ler esse livro é como se aventurar em um lugar absurdamente maravilhoso com personagens perfeitamente estruturados e com uma missão incrível.


A edição preparada pela editora DarkSide é uma das minhas coisas preferidas também, a capa não poderia retratar de uma maneira melhor a essência da história.




Todos os começos de capítulos são ilustrados com uma constelação diferente sem falar dessas aberturas ilustradas.






Enfim, isso é tudo o que posso dizer, o resto é preciso descobrir no próprio livro. Para finalizar Em algum lugar das estrelas é aquele livro que todo mundo deve ler antes de morrer. Ele te ensina de uma maneira simples, divertida e intensa que se você estiver perdido basta apenas olhar as estrelas e vai achar o caminho.



"Os números contam histórias e quando chove é sempre Billie Holiday."







PS: A darkside tem uma playlist com algumas musicas que fazem parte do esquema musical do Early. Sãao todas lindas e vale a pena você dar uma olhada.