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6.1.18

MOTIVOS PARA ASSISTIR A MAIS NOVA SERIE DA NETFLIX THE END OF THE F***KING WORLD



Ontem, dia 05/01/2018 aconteceu o mais novo lançamento de série na Netflix. Eu já estava procurando uma série para maratonar desde que terminei Dark então, não demorou muito para surgir interesse. Comecei ontem mesmo e terminei não muito tempo depois, é uma série realmente curtinha mas que VALEU MUITO À PENA TER ASSISTIDO.
Pra ter uma noção, antes de começá-la ,eu pensei que quela experiência renderia um post neste blog porém, desisti logo da ideia pois não sou muito boa em resenhar séries. Contudo, logo após me encantar com a série, não resisti e resolvi fazê-lo em um formato diferente.Portanto, seguir, foram listados 3 motivos para você assistir The end of the fucking world, a mais nova série da Netflix.

FOTOGRAFIA
Acho que um dos motivos decisivos que me fazem gostar de uma série é a fotografia (isso meio que está provado por esse post: MELHORES SÉRIES DE 2017). É o que chama a atenção primeiro além de ser a parte com a qual temos mais contato ao longo de tudo. Olhando desse modo, a fotografia tem muita importância e, como já era de se esperar, a Netflix fez um trabalho maravilhoso com essa série. A fotografia é encantadora. Trabalhada em tons mais frios o que acaba combinado muito com o espaço no qual a série é ambientada. E tudo isso faz com que a experiencia se torne mais aconchegante.







E ainda, para complementar a estética visual, temos a trilha sonora que, pra mim, deu super certo e me fez ir correndo no spotify seguir a playlist dela.




A HISTÓRIA 
Em segundo lugar, a história é outro ponto positivo já que foge um pouco do clichê. Ela foi baseada nos quadrinhos de Charles Forsman e começa assim: 
James é um jovem de 17 anos que acredita ser um psicopata. Sendo um rapaz de poucas emoções (ou melhor, quase nenhuma) e tendo um prazer em tirar a vida de animais inocentes, ele conhece Alyssa justamente em um momento no qual planeja dar um passo a mais cometendo o seu primeiro assassinato a um ser humano. Dessa maneira, chega a conclusão de que Alyssa seria uma ótima primeira vítima.
Não demora muito para que os dois jovens comessem a se envolver e, após um momento de desentendimento com o padrasto, Alyssa resolve fugir de casa e leva James consigo, que é claro, vai com a intenção de matar a garota. Os dois então embarcam em uma viagem de carro vivendo várias aventuras e descobrindo coisas sobre si mesmos e sobre uns aos outros. 

A partir dai, só assistindo para descobrir...



A proposta da série é bem diferente de tudo que já vi. Ela consegue juntar romance e psicopatas. Achei isso muito legal pois eu adoro ver essas séries policiais com serial killers etc e, conseguir encaixar esse mesmo tema em outro contexto deu bastante certo.



 O desenrolar da história juntamente com as situações vivenciadas pelos personagens são bem divertidas e envolventes. É aquele tipo de série que você fica triste quando acaba porque é obrigado a voltar para a sua própria realidade.

Uma das únicas coisas que me decepcionou foi o final da temporada. Ela meio que deixa a situação toda em aberto nos deixando bem curiosos. Mas, pensando melhor, isso pode ser um ponto positivo uma vez que abre possibilidades para uma nova temporada.

OS PERSONAGENS
Os personagens são a melhor parte. A relação que eles constroem ao longo da trama é fantástica. São aquele tipo que não tem nada de comum entre si, mas, surpreendentemente se dão super certo.

ALYSSA


Jovem e impulsiva, Alyssa tem seu jeito meio "vida loka" de ser. Tem uma boca bem suja, é muito impaciente e não é muito boa em expressar seus sentimentos. Lendo isso, você pode achar que se trata de uma personagem chata e irritante, mas a Alyssia é quase a alma da série. É ela quem arrasta o James para todas aquelas situações inusitadas e ta sempre falando e fazendo algumas coisa. Conclusão: A Alyssia é muito divertida.




JAMES


Muito quieto e com algumas tendencias psicopatas, James é bem diferente da garota. Ele é praticamente guiado por ela apesar de ter motivos para o fazer. James não se parece nada com Alyssa porém, o decorrer dos episódios ambos vão se moldando de maneira que, no fim, encontram alguma sintonia.




➼ Concluindo, The end of the fucking world é uma série divertida, incomum, envolvente, maravilhosa, ... , cheia de aventuras entre outros. É composta, até o momento, por 1 temporada com 8 episódios de aproximadamente 20 minutos cada (da pra assistir em uma tarde). Vale muito a pena assistir. Foi uma ótima primeira série de 2018. Netflix ta de parabéns.


ALL THE LOVE!♥


PS: Netflix eu amo você ♥


17.12.17

MELHORES SÉRIES ASSISTIDAS EM 2017

(imagem: we ♥ it)

2017 está acabando e isso me faz pensar em tudo que aconteceu de bom nesse ano. Acabou que me tornei uma pessoa bastante empenhada nas séries o que rendeu algumas muito boas ao longo do ano. Resolvi listá-las aqui. Acho que pode ser útil a alguém além de servir como um registro do meu ano de 2017. Enfim, vamos a elas.


13 REASONS WHY



Bom, acho que todo mundo já ouviu falar desse não é mesmo? Os treze porquês foi uma série bastante polêmica uma vez que abordava um assunto muito delicado: Suicídio. Pois bem, Hanna Backer é uma jovem que acaba de cometer suicídio e, para explicar oque  fez, ela deixa 13 fitas cassetes onde cada uma é um dos motivos por traz da sua morte.

Muita gente não gostou, diziam que era muito pesada e poderia acionar gatilhos em pessoas que passaram pela mesma situação. Concordo com eles, porém, apesar de a série ser bastante densa eu gostei de tê-la assistido. A história possui uma maneira de caminhar diferente e foi o que me chamou mais atenção além disso, nunca passei por nenhuma das experiências pelas quais a protagonista passou, acho que por isso minha relação com a série não foi tão negativa.


ANNE WITH AN "E"




Esta já não é tão conhecida e isso é uma injustiça! Anne with an "E" é uma das minhas séries favoritas da vida. É baseada no livro Anne de Green Gables, de Lucy Maud Montgomery e conta a história de uma menina órfã adotada acidentalmente por um casal de irmãos idósos que moram uma fazenda. No início, eles não queriam ficar com a garota de jeito nenhum, porém com o tempo se acostumaram com a ideia uma vez que Anne conseguiu conquistá-los com a sua personalidade brilhante e um tanto peculiar.

 Acho que o que fez eu me encantar com a série, em primeiro lugar, foi o ambiente junto com a fotografia. Sério, é tudo muito lindo. Faz a gente ficar com vontade de morar lá na mesma época, no mesmo lugar. E ainda, não dá pra deixar de fora toda a mensagem que a série transmite. Já faz um tempo que assisti e minha memoria não é das melhores, mas o que ficou bem forte nas minhas lembranças foi a maneira como ela leva a vida e enxerga as coisas. Anne vive uma vida muito simples e muito conturbada ao mesmo tempo, contudo a sua maneira de ver o mundo e lidar com ele faz com que a sua experiência seja incrível. Admiro muito isso nela.


MIND HUNTER



Essa é especial pra galera que curte CSI (ou qualquer uma série policial da vida). Mind Hunter subiu e está no topo das minhas séries policiais preferidas (acho que esqueci de mencionar que amo series policiais, mas enfim...). Baseada no livro Mind Hunter escrito por John E. Douglas e Mark O. , a obra é uma mistura envolvendo o clássico desvendamento de crimes e ainda está toda inserida em um contexto dos anos 80 onde a ciência da psicologia criminal estava começando a ser entendida e aplicada na realidade do FBI. Resumindo, essa série tem a receita perfeita para ser adorada por mim! kkkkkk. 
Nela, os agentes Holden Ford e Bill Tench viajam para várias penitenciarias dos Estados Unidos em busca dos serial killers mais cruéis para ouvir e questionar suas histórias. Mind Hunter consegue mesclar essas duas faces de forma surpreendentemente brilhante e, não posso deixar de falar mesmo que soe repetitivo, tem um fotografia linda.



STRANGER THINGS




É impossível falar sobre séries preferidas e não incluir Stranger things hahah. No meu top 10 melhores séries da vida, essa aqui está em segundo lugar perdendo só para The walking Dead.

Sendo a original da Netflix preferida de todos os tempos,  a segunda temporada de Stranger things conseguiu ser melhor que a primeira. Também ambientada nos anos 80 ela traz a história de 4 crianças que depois de lutarem para conseguir trazer um de seus amigos de volta do mundo invertido, são obrigadeos a enfrentar novos monstros que vieram assombra-los novamente. Dessa maneira,as crianças têm que aprender a lidar com os novos desafios, com a menina ruiva que acaba de se juntar ao grupo (sem o consentimento de todos), e ainda com a ausência de uma das personagens mais queridas de todas: a Eleven. 

PS: a fotografia também é incrivel!


DARK




O lançamento mais recente da Netflix, Dark, apesar de não ter tido nada haver com Stranger Things (como muita gente esperava vulgo eu ) conseguiu ser tão boa quanto.

 Dark apesar de ter sido um pouquinho confuso no início, acabou ganhando a minha simpatia. Envolvendo o desaparecimento de crianças e fendas no tempo, a série tem um clima bastante sombrio que lhe é conferido graças a trilha sonora que é de arrepiar e a fotografia, que mais uma vez é maravilhosa (Netflix tá de Parabéns). Por envolver varias linhas do tempo e apresentar os personagens de maneira superficial, a série parece um pouco confusa mas no fim das contas acompanhei todo o raciocínio e gostei bastante. Além disso, muitas dúvidas são frequentes ao longo dos episódios. Alguns nos são esclarecidos, mas outros ainda ficaram em aberto e por isso deixa a gente super ansioso para a próxima temporada.

Então, essas foram as minha séries preferidas do ano. Se você tiver alguma série pra me indicar estou aceitando com muito entuiasmo...

9.9.17

ATIPYCAL RESENHA


Poucas coisas nessa vida me fascinam, posso dizer que entre as que mais fazem isso o céu noturno, a segunda guerra mundial e o autismo são 3 das mais persistentes, e essa série, Atipycal, se refere ao último. Não sei porque, mas acho que é a maneira diferente e complexa que o cérebro dessas pessoas funcionam. Sei que muitos as veem como doentes e por isso acabam se afastando mas eu vejo isso com outros olhos, são só pessoas normais com algumas característica e habilidades peculiares e incríveis. Elas são exatamente do mesmo jeito que as pessoas devem ser, diferentes.



Bom, eu gostaria de começar dizendo que não sou uma pessoa que acompanha totalmente 100% o mundo das series e filmes, portanto eu não sou capaz de comentar sobre os pontos mais técnicos da obra sobre produção entre outras coisas. Pois então você deve estar pensando por que eu estou escrevendo essa resenha? E eu vou lhe responder o seguinte: Porque essa série é muito boa para guarda-la só para mim!

Neste post eu vou estar abordando principalmente sobre o conteúdo da série que é o grande destaque de tudo. Em Atypical somos apresentados ao Sam, um garoto de 18 anos que possui alguns traços do Autismo e que após uma das sessões com a sua terapeuta, Julia, começa uma saga em busca de uma namorada e consequentemente uma vida social. Basicamente a serie gira em torno do Sam tentendo descobrir o que é o amor e como ter uma namorada. Acompanhamos o personagem em todos as fases que o guiam até seu objetivo final e devo admitir que esse caminho é o que torna a série mais divertida.

Como o mecionado anteriormente, Sam possui alguns traços de Autismo e por isso possui algumas dificuldades ao se falar sobre interação social. Para ele perceber as emoções através das expressões faciais das pessoas é muito difícil, e em decorrência disso e outros fatores a sua jornada se torna mais complicada e de certo modo até cômica porque no fundo, no fundo o além de promover um espaço para incluir o debate sobre o autismo, a série busca divertir o espectador.

Sam é um ótimo entendedor de Biologia e tem uma
obcessãozinha por pinguins e pela Antártica.

A cada episódio que se passa você se pega cada vez mais simpatizado com o Sam a sua visão de mundo é tão diferente, alternativa e as vezes ao pé da letra. Esse último contribui com a vertente cômica da serie. Além do Sam, outro personagem que gostei bastante foi o Zahid (amigo de trabalho do garoto) ele é uma das pessoas que estão sempre ali do lado do Sam aconselhando e apoiando. E sério, o Zahid é MUITO ENGRAÇADO hahaha...


Apresento-lhe meus dois personagens favoritos da série:
Sam, de verde e Zahid com camisa de oncinha.

Os outros personagens são também muito importantes para o desenvolvimento e proposta da série. A mãe do Sam é aquela típica mãe coruja que quer ter certeza de que o filho está bem 24 horas por dia
 e que estará bem nas próximas 24 também, ao longo do enredo, após ter que dar mais liberdade para o filho ela acaba se envolvendo em alguns conflitos fora de casa. O pai também podemos dizer que é bem "típico". No inicio ele tinha um certo receio em admitir ter um filho não muito normal, mas no decorrer dos episódios esse sentimento vai se esvaindo. A irmã Casey é a "deixada de lado" da família uma vez que as atenções se concentram no Sam, porém é uma personagem forte e uma das minhas preferidas. Ela foge do clichê, seja quando enfrenta a valentona do colégio por fazer bulliyng com os outros, seja na hora de estar sempre ao lado do irmão.

Não poderia faltar a terceira favorita. Aplausos para Casey.

Uma última consideração que deve ser feita é que a netflix esta acertando em ilustrar essas situações e disponibiliza-las em seu catalogo. Series como Os treze porquês, O mínimo para viver e até mesmo Atipycal, apesar de alguns funcionarem como gatilhos para os que vivem ou viveram tais situações, são muito importantes pois elas levam ao espectador conhecimento sobre o assunto, ela permite conhecer o lado ruim das coisas e, quem sabe, aprender a não julgar e até a lidar melhor com isso. Apesar de fazer muito o uso dos estereótipos em Atipycal, a serie veio para mostrar que o autismo não é coisa de outro mundo e podemos lidar com isso de uma maneira totalmente natural. Afinal, uma pessoa com autismo não precisa ser tratada como criança a vida toda.


Atipycal | 1 temporada | 8 episódios | duração media de cada episódio 35 minutos | Da pra ver em 1 dia